Associações de Pacientes, Médicos e Especialistas em Trabalho e Qualidade de Vida se Unem para Lançar Iniciativa Fit for Work-Brasil.

Meta:  Diminuir Impacto dos Distúrbios Musculoesqueléticos na Qualidade de Vida e Capacidade Produtiva do Brasileiro

Distúrbios musculoesqueléticos estão entre as primeiras causas de auxílios-doença e  aposentadorias precoces no Brasil. Iniciativa apresenta Carta Aberta à População com Recomendações

Com meta de contribuir para diminuição do impacto negativo dos distúrbios musculoesqueléticos (“DMEs”, categoria que reúne distúrbios que estão entre principais causas de auxílios-doença e aposentadorias precoces no país) sete organizações lançam no Brasil a iniciativa Fit for Work, criada na Europa em 2007, com coordenação da Work Foundation.  No Brasil, é liderada pela ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, tem patrocínio da AbbVie, apoio do SESI – Serviço Social da Indústria e reúne entidades que representam médicos, pacientes e especialistas em trabalho e qualidade de vida. O lançamento foi durante seminário realizado em 17 de março, em Brasília, na presença de representantes das entidades participantes.

São considerados distúrbios musculoesqueléticos artrites (incluindo artrite reumatoide e espondiloartrites), dorsopatias (“dor na coluna”), entre outros, que juntos foram responsáveis por 18,7%  do total dos auxílios-doença concedidos em 2012, pelo Ministério da Previdência Social, além de representarem 26,4% do total de casos de invalidez precoce, a um custo estimado de R$ 405 milhões para a Previdência Social, no mesmo ano.

“O impacto dos distúrbios musculoesqueléticos só pode ser minimizado, de forma eficaz, com iniciativa multidisciplinar.  Pelos seus números, este já é um problema de saúde pública. Nossa meta é contribuir para o diagnóstico precoce e consequente tratamento adequado e promover a reabilitação e reintegração do paciente ao mercado de trabalho, com segurança e qualidade de vida”, afirma o médico Alberto Ogata, diretor técnico da ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida, que coordena a iniciativa Fit for Work Brasil.

Os distúrbios musculoesqueléticos compreendem processos inflamatórios e degenerativos de nervos, ossos, músculos, tendões, ligamentos, articulações, cartilagens e discos invertebrais, que podem resultar em dor e limitação funcional, sendo as regiões lombar, cervical, ombros e antebraço as mais afetadas. Apesar do impacto na vida e trabalho da população brasileira, muitos destes distúrbios ainda são desconhecidos da população brasileira.  Pesquisa IBOPE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Opinião Pública), realizada no Brasil, com 4000 pessoas acima de 16 anos, de áreas urbanas, entre outubro e novembro de 2013, mostrou que apenas 1/3 dos entrevistados conhecem as doenças desta categoria.

As organizações que fazem parte da Fit for Work Brasil são signatárias de Carta Aberta à População,“Carta de Brasília”, que apresenta recomendações e alertas sobre os DMEs.  No documento, as entidades enfatizam necessidade de promover diagnóstico e tratamento precoce das doenças, para que a produtividade do paciente não seja prejudicada. Também, são apresentadas medidas que valorizam e disseminam a importância de reabilitar e reintegrar o paciente ao mercado de trabalho.

39 As organizações que fazem parte da Fit for Work Brasil são signatárias de Carta Aberta à População,“Carta de Brasília”,Carta de Brasília | Fit for work

Signatárias da Carta: Associação Brasileira de Qualidade de Vida – ABQV; Associação Nacional de Grupos de Pacientes Reumáticos – Anapar; Grupo de Pacientes Artríticos de Petrópolis – Gruparj Petrópolis; Associação Nacional de Medicina do Trabalho – ANAMT; Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação – ABMFR; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão- SBCM; Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT; e Sociedade Brasileira de Reumatologia – SBR.

A Fit for Work surgiu em 2007, na Europa, com coordenação da Work Foundation e apoio da AbbVie.  Hoje, está estabelecida em mais de 30 países.  Segundo estimativas da Work Foundation, por volta de 2020, os distúrbios musculoesqueléticos devem estar entre os mais danosos (de notificação não obrigatória) para a população mundial, por seu impacto na morbidade nas doenças relacionados, na perda da produtividade e na exclusão social de seus portadores.

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